XI. Reitor dupla face
Novembro 25, 2007 de mirianne
Então Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será esse o que vos sirva. Mateus 20: 25,26.
Nasceu, cresceu, viveu em uma república universitária. Coube-lhe o título-alcunha de reitor pelos anos que lhe delegaram tal responsabilidade. Tinha o poder no ensino pelo poder da fala e o poder da fala pela ânsia por força.
Era uma reitoria ilimitada, numa força que encontrava continente para colonizar porque a Terra devia ser terra e não gente; porque o porquê deixou de ser por que para habitar porque de ponto final; e porque refletir e sentir eram a fraqueza de não colonizar.
Encontrava no poder e no dinheiro a sua força e o seu entusiasmo. Tinha, às vezes, olhos entusiastas distantes, em uma ignomínia com caras de inocência. Em momentos de melancolia reflexiva não morava a destruição, mas sim a paz, fazendo beirar o poder também entusiasta da força fraca por trás de olhos verdadeiramente pueris.
“Airol,
Temo perder o controle da fronteira entre o que me é devido e o que não é dentro do poder que a mim é confiado.
Deposito todo louvor no que me consta na anuviada consciência, pois o que me é inconsciente (bem feito!) não sei, obviamente, e não valorizo.
Cai sobre mim o peso da dominação; e o servilismo pacífico nunca me é valente o bastante.
A paz que não tenho repousa, bamba, na haste enfraquecida. Werther foi consumido pelo poder de outros e Hitler, pela estupidez poderosa. Eu, por minha vez, vou galopando, bambo e em descaminho.
Reitor Marcel.”